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Sistema para clínica médica: 7 critérios de custo e IA

A maioria das comparações de sistema para clínica para na tabela de preço. Esta lista olha o que aparece depois: a conta que cresce com a equipe, o custo da saída dos dados e onde a IA processa o prontuário do paciente.

1. Preço por profissional ou preço por clínica

É a diferença que mais pesa e a que menos aparece nas comparações. No modelo por profissional, cada contratação aumenta a fatura, e a clínica que cresce paga mais pelo mesmo software.

A conta é simples de fazer: multiplique o preço do plano pelo número de profissionais. Numa clínica de seis profissionais, um plano de R$ 129 por profissional (como o Feegow Starter, preço em 25/10/2026) custa R$ 774 por mês. Um plano por clínica de R$ 139,90 custa R$ 139,90, com os mesmos seis.

Pergunte ao fornecedor: “se eu contratar dois profissionais no mês que vem, quanto muda a minha fatura?”. A resposta diz o modelo de negócio dele melhor do que qualquer página de preço.

2. Onde a IA processa o prontuário

Se o sistema tem transcrição de consulta ou sugestão de evolução por IA, existe uma pergunta que decide tudo: onde esse texto é processado?

Na maioria dos sistemas brasileiros, a resposta é “na nuvem do fornecedor”, usando API de terceiros (OpenAI, Google ou similar). Isso significa que o conteúdo da consulta sai do controle direto da clínica e passa por uma cadeia de terceiros.

Vale pedir por escrito: qual é o subprocessador, em que país o texto é processado, por quanto tempo é retido e se ele é usado para treinar modelo. Fornecedor que não responde isso por escrito ainda não pensou no assunto.

3. A saída dos dados: quanto custa e quanto demora

O dado do prontuário é da clínica (é o que diz a Resolução CFM 1.821/2007: a guarda é da instituição, os dados são do paciente). Na prática, sair de um sistema costuma ser o momento mais caro da vida da clínica.

Pergunte antes de assinar: a exportação é um clique ou um ticket? Sai em formato que outro sistema importa (CSV/JSON) ou só em PDF? Tem taxa? Tem prazo?

Esse item vale mais do que qualquer funcionalidade da lista. Sistema que dificulta a saída está dizendo o que pensa sobre você continuar.

4. O que o sistema faz com o documento assinado

Assinatura digital de receita e atestado exige certificado ICP-Brasil. Para dispensar o papel, a Resolução CFM 1.821/2007 exige o nível NGS2, que envolve assinatura, integridade e carimbo de tempo.

Pergunte: o sistema assina com o certificado do profissional ou com um certificado da plataforma? (a diferença importa na hora de auditar quem assinou). Tem carimbo de tempo? Qual é a política de assinatura (RB ou RT)?

Poucos sistemas respondem com precisão. Os que respondem estão prontos para quando a fiscalização perguntar.

5. Auditoria: quem acessou o prontuário, e isso fica registrado?

A trilha de auditoria não é recurso de segurança da informação: é o que permite responder a um paciente, a um convênio ou à ANPD quem abriu o quê e quando.

Peça para ver um relatório de acesso de verdade, com autor, data e ação. Se o sistema só mostra “logs” técnicos para o suporte, a clínica não tem como provar nada.

6. Faturamento TISS e convênios

Se a clínica atende convênio, o TISS é onde o sistema mostra maturidade: versões por componente, validação, lote, retorno de glosa. É o item em que os sistemas brasileiros mais antigos ainda ganham.

Vale comparar com honestidade: se o seu volume de convênio é alto, o TISS maduro de um fornecedor tradicional pode valer mais do que qualquer outro critério desta lista.

No nosso caso, para você comparar: o Axioma tem cadastro de convênios e preços por convênio, mas o faturamento TISS (guias, lote XML e retorno de glosa) ainda não existe no Axioma.

7. O que acontece no dia em que você quiser sair

Junte os itens 1 e 3 e você tem o custo de saída: quanto custa ficar e quanto custa ir. Sistema com preço que cresce por profissional e saída difícil é uma armadilha de dois lados.

A pergunta final é sempre a mesma: se amanhã eu decidir sair, o que eu levo, em quanto tempo e pagando quanto?

Perguntas frequentes

Quanto custa um sistema para clínica médica no Brasil em 2026?

Os planos por profissional ficam entre R$ 89 e R$ 299 por mês, por profissional, nos sistemas consultados em outubro de 2026. Planos por clínica (sem multiplicar pela equipe) começam por volta de R$ 99,90 a R$ 147 por mês para a clínica inteira.

Preço por clínica é sempre mais barato?

Depende do tamanho. Numa clínica com um único profissional, o preço por profissional pode ser menor. A partir de dois, o modelo por clínica costuma ficar mais barato, e deixa de crescer a cada contratação.

IA que roda na nuvem do fornecedor é ilegal?

Não. O tratamento de dado de saúde por operador é permitido pela LGPD, com base legal e contrato. A questão é de risco e de escolha: quanto mais elos na cadeia, mais difícil explicar para o paciente e para a ANPD onde o dado foi parar.

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