Repasse médico: cálculo por atendimento e recebimento
O fechamento de repasse no fim do mês é onde a maioria das clínicas perde dois dias de trabalho e gera atrito com o corpo clínico. Entenda os dois regimes de cálculo (por atendimento realizado vs. por recebimento efetivo) e como automatizar a regra por profissional.
Os dois modelos de cálculo: atendimento realizado vs. recebimento no caixa
Toda clínica multiprofissional precisa escolher a base de cálculo antes de combinar o percentual com o profissional. Na base por atendimento (competência), o repasse nasce no momento em que a consulta ou procedimento é concluído, independentemente de o convênio já ter pago ou de o parcelamento do cartão ter caído.
Na base por recebimento (caixa), o repasse só entra na folha do mês quando o dinheiro efetivamente cai na conta da clínica. Para quem atende convênios com prazo de 30 a 60 dias ou parcela tratamentos no cartão, pagar repasse antes de receber corrói o capital de giro da clínica sem que o gestor perceba.
No Axioma, o financeiro mostra as duas colunas lado a lado para cada profissional: base por atendimento e base por recebimento, permitindo fechar o período sem exportar planilha.
O que descontar antes de aplicar o percentual do profissional
O erro clássico de planilha é aplicar o percentual do médico ou fisioterapeuta sobre o valor bruto da tabela, esquecendo os custos diretos daquele atendimento: taxa da maquininha ou gateway de cartão, imposto da nota fiscal (ISS/Simples/Lucro Presumido) e insumos consumidos no procedimento.
Quando a regra de repasse é líquida, o cálculo desconta primeiro a alíquota acordada e o custo do material consumido no estoque antes de calcular a parte do profissional e a margem da clínica.
Como evitar divergência com o profissional no fechamento do mês
O profissional só confia no número quando consegue ver a lista nominal de quais pacientes atendidos compõem aquele total. Um fechamento transparente vincula cada linha do repasse ao agendamento concluído, à guia TISS ou ao recibo emitido.
Quando o cálculo sai direto da agenda e do caixa da unidade ativa, o fechamento do dia 30 leva cinco minutos em vez de duas noites conferindo extrato.
Perguntas frequentes
Qual é o percentual médio de repasse médico em clínicas?
Varia conforme a especialidade e quem fornece a estrutura e os insumos. Em consultas ambulatoriais sem insumo caro, costuma variar entre 50% e 70% para o profissional quando ele atua na estrutura da clínica, ou de 30% a 50% em procedimentos que utilizam equipamentos e materiais da unidade.
Devo pagar repasse de convênio no mês do atendimento ou no recebimento?
A prática mais segura para o fluxo de caixa da clínica é liquidar o repasse de convênios no regime de recebimento (após a conciliação do lote TISS e baixa de eventuais glosas), mantendo o regime de atendimento apenas para particulares à vista ou Pix.
Como o consumo de material entra na conta do repasse?
Quando o estoque é integrado ao DRE da clínica, toda saída de material vinculada a atendimento (luvas, medicamentos, descartáveis) tem seu custo unitário apurado no mês, permitindo separar a margem real antes da distribuição.
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